
Me silencio ao ler suas poesias e aceito o seu convite de mergulhar em seu grande livro. Me sinto pequena, confesso,.. me sinto menina... tão distante do que desejas e com tanta fome de saciar sua vontade...
Seu poema escrito com lágrimas pude ler na cruz que ficava lá no alto. Perguntei-me, por várias vezes, como suas mãos suportaram escrever profunda poesia de amor?...
Nenhum humano por mais sensível e amável que fosse, faria tal coisa...
Suas lágrimas marcaram as páginas, mas ao virar a folha seu olhar brilhou...
Sim, deu certo...
A poesia não seria uma lamuria, não seria só sofrimento... ela escondia a esperança, a oportunidade de brindar a vida.
Como podes me surpreender tanto?
O que te inspira com tanta graciosidade?
Sim, me silencio...
Leio suas páginas e me pego sorrindo, confesso que também choro; me sinto livre e ao mesmo tempo escrava...
Escrava de um amor que não posso compreender...
Escrava de uma vida que só em Ti pude encontrar...
Minha sobrevivência está na Sua essência e sem ela me perco, nada sou...
Perdoe-me Poeta por ser tão tola... falta-me sabedoria, falta-me conhecimento. Mas, não posso negar que tenho sede de seu amor e só em suas palavras sacio minha fome...
Poeta, permita-me te pedir uma coisa:
Derrame seu coração no meu, permita-me ter a sua essência em mim?
Meu eterno e amado Poeta...