quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Vez por outra, se vão...


Eu queria dizer tantas coisas...
Mas, vez por outra, as palavras se vão.

Talvez seja o receio de rasgar a alma...
Talvez seja o atropelo da ansiedade que me cala.

Eu queria lançar ao vento, os versos e palavras...
Correr atrás das páginas que um dia foram soltas.

Queria ter a coragem de uma bolha de sabão...
Que não nega a sua fragilidade e nem por isso deixa de existir.

Queria ser como o voo do beija-flor...
Ter a coragem de ir e vir.

São muitos desejos e pouca força...
É a minha fraqueza sendo desgastada pelo tempo.

Mas foi dito que a minha força se esconde na fraqueza...
Então, que eu exercite até ver os músculos que os olhos não enxergam.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Quando o peso não é nada leve...



Dói 


Os ombros...
Há muita coisa sobre eles

Os ombros são as mãos que carregam fardos nus
Ninguém vê
Ninguém sente
Só você

Mas o que ninguém sente fica fácil para alguém colocar um peso a mais

Então as forças titubeiam
Os pés tropeçam
A lágrima escorre
Os lábios emudecem

Raramente encontramos alguém com um ombro disposto a partilhar
Caminhar junto pode nos levar a caminhar mais rápido ou devagar

Estar junto requer dividir o peso
Dividir a dor
Dividir as lágrimas
Dividir o silêncio

"Quem vai ouvir a minha voz?
Quem vai enxugar as minhas lágrimas?
Quem?
Quem?"*

O peso adormece nos ombros
A dor aumenta
Os passos se tornam mais lentos
A caminhada mais longa

Alguém disposto a caminhar junto?

* [música "Quem" do Oficina G3]