Ouvir sua sobrinha de 2 aninhos gritar no meio do cinema que te ama e que vai no banheiro fazer pipizinho mas não demora...
Ver os olhos brilhando do seu sobrinho de 8 anos ao ser surpreendido com um presente, embora muito simples; mas que proporcionará momentos de boas bagunças com a tia doida...
Recordar a época de infância quando a sua mãe levava você na padaria e comprava um guarda-chuvinha de chocolate...
Recordar a época de infância quando seu pai ficava roxo de vergonha quando você dava beijocas nas bochechas dele e fazia sons em sua barrigona caindo na risada...
Quando na infância você se trancava no quarto e ouvia música dançando escondido e fazendo cenas olhando no espelho imaginando ser uma atriz de televisão...
Recordar a época de escola quando você fazia parte do grupinho de excluídas e montava um cover da banda que você curtia e ficava cantando e dançando na hora do recreio...
Ver os olhos do meu pai formando uma nascente ao ser surpreendido com uma festa surpresa...
Sentir o abraço demorado da minha mãe no momento que mais preciso de colo...
Recordar quando ninava os sobrinhos com canções inventadas só pra se perder nos olhinhos deles enquanto lutavam pra não dormir...
Ah! Tantos pequenos instantes tão eternos na memória...
Tão eternos no coração...
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
terça-feira, 1 de outubro de 2013
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
No alto de uma pedra
Lá estava ela sentada no alto de uma pedra.
O vento soprava levemente brincando com seus cabelos e beijando a sua face tão alva.
Seus braços abertos como se quisesse receber o abraço de um Ser invisível, porém, tão real pra ela.
Seus olhos estavam fechados e as lágrimas procuravam um caminho para correr em seu rosto.
Sua alma sentia dor, seu espírito clamava por um refúgio, sua carne desejava somente ser aquecida pelo amor.
Longe, lá longe... Ouvia-se a voz do mar...
Era uma voz rouca, forte e ao mesmo tempo alentadora.
Suavemente seus braços repousaram em seus joelhos e num sussurro fez uma prece:
Seu coração já não estava apertado.
Ela sabia que Ele jamais a abandonaria mesmo que ela não o sentisse e nem O percebesse.
Sempre existiria um lugar em Seu coração para receber quem já não tinhas forças pra caminhar...
O vento soprava levemente brincando com seus cabelos e beijando a sua face tão alva.
Seus braços abertos como se quisesse receber o abraço de um Ser invisível, porém, tão real pra ela.
Seus olhos estavam fechados e as lágrimas procuravam um caminho para correr em seu rosto.
Sua alma sentia dor, seu espírito clamava por um refúgio, sua carne desejava somente ser aquecida pelo amor.
Longe, lá longe... Ouvia-se a voz do mar...
Era uma voz rouca, forte e ao mesmo tempo alentadora.
Suavemente seus braços repousaram em seus joelhos e num sussurro fez uma prece:
"Ainda que a noite se torne dia...Um soluço foi seu amém.
Ainda que o dia se torne noite...
Ainda que falte as palavras...
Ainda que falte as forças...
Ainda que falte a fé...
Ainda que falte a esperança...
Ainda que eu desfaleça...
Uma coisa peço: Não permita que eu não veja um novo amanhecer.
E o dia será dia.
E a noite será noite.
E o sono será leve.
E a esperança brotará, vivificará com mais força."
Seu coração já não estava apertado.
Ela sabia que Ele jamais a abandonaria mesmo que ela não o sentisse e nem O percebesse.
Sempre existiria um lugar em Seu coração para receber quem já não tinhas forças pra caminhar...
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Preciso de água
Ninguém se preocupou em regar a terra
Sequer olharam para mim e ouviram meu grito de sede
A terra está seca
Minha garganta ressecada
Meus olhos já não produzem lágrimas
Minhas pétalas perderam sua cor e perfume
A beleza se perde no deserto
Sol e vento são companhias constantes
Não ouço mais o canto das crianças
Que com risadas e danças sacudiam a grama
Já não há mais borboletas
Pra onde foram os beija-flores?
Nenhum olhar pousa em mim
Já não sinto o toque em meu caule
Espinhos já não tenho mais
Ninguém se preocupou em regar a terra
E sem vida, o jardim já não é mais
A minha prece é simples como de um solo sertanejo
"Pai, abre as portas do céu e molha-me lavando e levando toda a areia que me sufoca."
Uma pequena nuvem surgiu...
Uma gotinha fresca caiu...
A esperança vivificou...
Amanhã estarei aqui.
Colorida
Perfumada
Viva
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Assinar:
Postagens (Atom)



