Por favor... Não conte nada a ninguém
Vou te contar um segredo
Mas peço que não o conte a ninguém
Estava sentada no alto de uma pedra
Ouvindo o mar cantar
O sol aquecia minha pele gostosamente
Uma lágrima correu sem eu esperar
Cansada de procurar fui encontrada
Cansada de chorar... Sorri
Quanto tempo meu coração já não acelerava!?
Quanto tempo adormeci!?
Eu estava lá no alto da pedra
Ele estava caminhando na praia
Teria sido o raio de sol o nosso cupido?
Ou foi o mar que o tomou pela mão e o trouxe pra mim?
Por que deveria me preocupar em descobrir?
A troca dos nossos olhares formaram a ponte
Ele já não estava mais lá e sim, aqui
Vou te contar um segredo
Mas peço que não o conte a ninguém
Quando o amor chegar não espere por festas e alardes
Permita que ele te surpreenda
Que ele te encontre no alto da pedra
Que o sol seja a testemunha desse encontro
E a canção do mar a música desse amor
Vou te contar um segredo
Mas peço que não o conte a ninguém
O amor é a fonte da juventude
E dessa água quero sempre beber
segunda-feira, 27 de julho de 2015
segunda-feira, 13 de julho de 2015
O conto da noite
Ela sabia que sua liberdade e sonhos tinham a sua alma como parceira...
Olhou pela janela e tudo que podia ver era uma rua estreita de paralelepípedos iluminada pela lua cheia. Não havia ninguém, exceto um rapaz que caminhava enquanto tocava uma canção linda com sua gaita.
Era uma noite que tinha um gosto de nostalgia. Não uma nostalgia triste. Não...
Era uma noite daquelas que guardam mistérios e emoções que ficaram perdida em algum canto do passado. Sem uma data definida. Sem um horário marcado.
A lua parecia transbordar os sentimentos que não cabiam nela. Estava emudecida com o brilho que havia lá fora. Encantada com as notas musicais que eram entoadas e se perdiam naquela noite solitária.
Ela sentiu vontade de sair e dançar. Queria que o vento beijasse sua face e brincasse com os seus cabelos. Queria sentir o orvalho da noite tocar seus pés. Ela queria... A cadeira, não.
Tantos desejos e sentimentos guardados em seu peito...
Tantos momentos sonhados e jamais compartilhados...
A cadeira era a sua prisão, mas a sua alma era livre.
Acordada sonhava.
Dormindo realizava seus sonhos.
Sonhava em dançar na chuva, correr com as crianças que a olhavam pela janela no final da tarde, abraçar e sentir o coração do outro bater junto com o seu ou simplesmente andar ao lado daquele moço da gaita...
Tudo que ela tinha eram os seus sonhos e isso a cadeira já não podia roubar.
Mas quando menos se espera, a vida nos prega uma surpresa e com ela não foi diferente.
Ao fechar a janela e puxar a cortina amarela de flores coloridas percebeu que a realizações de seus sonhos não esperaram por seu sono e logo ouviu-se uma batida na porta.
Cautelosa e ansiosa perguntou quem estava ali e ouviu uma gaita tocar.
- Não... Não pode ser! - sentiu borboletas no estômago e as mãos trêmulas tocou a maçaneta e diante de si estava ele.
Ele a convidou para um passeio e ela mostrou a cadeira. Ele mostrou os seus pés.
Ele a observara há tempos e decidiu fazer uma serenata não em sua janela mas na janela de sua alma: olho no olho. Então, construiu uma bota onde as pernas dela seriam colocadas junto as pernas dele e ele a conduziria. Ela só precisaria segurar firmemente na cintura dele enquanto caminhavam na noite ao som da gaita.
Mas quem diria... As crianças ainda estavam acordadas e quando a viram correram em sua direção e quando se deu conta, todos brincavam de roda e o vento beijou a sua face e brincou com seus cabelos.
Ela sorriu.
Ela sorriu e chorou.
Ela descobriu que a cadeira já não era a sua prisão e como todos ao seu redor, ela também era livre e a deficiência que carregava consigo era só uma vírgula diante dos pontos de exclamações que surgiam em cada detalhe de cada surpresa acontecia.
A noite foi longa. E não, não foi um sonho.
Ela descobriu que haviam pessoas que olhavam além de seus mundos e que além desses mundos havia espaço pra todo mundo.
Todo mundo!
***
Texto que escrevi para o Scriber
Olhou pela janela e tudo que podia ver era uma rua estreita de paralelepípedos iluminada pela lua cheia. Não havia ninguém, exceto um rapaz que caminhava enquanto tocava uma canção linda com sua gaita.
Era uma noite que tinha um gosto de nostalgia. Não uma nostalgia triste. Não...
Era uma noite daquelas que guardam mistérios e emoções que ficaram perdida em algum canto do passado. Sem uma data definida. Sem um horário marcado.
A lua parecia transbordar os sentimentos que não cabiam nela. Estava emudecida com o brilho que havia lá fora. Encantada com as notas musicais que eram entoadas e se perdiam naquela noite solitária.
Ela sentiu vontade de sair e dançar. Queria que o vento beijasse sua face e brincasse com os seus cabelos. Queria sentir o orvalho da noite tocar seus pés. Ela queria... A cadeira, não.
Tantos desejos e sentimentos guardados em seu peito...
Tantos momentos sonhados e jamais compartilhados...
A cadeira era a sua prisão, mas a sua alma era livre.
Acordada sonhava.
Dormindo realizava seus sonhos.
Sonhava em dançar na chuva, correr com as crianças que a olhavam pela janela no final da tarde, abraçar e sentir o coração do outro bater junto com o seu ou simplesmente andar ao lado daquele moço da gaita...
Tudo que ela tinha eram os seus sonhos e isso a cadeira já não podia roubar.
Mas quando menos se espera, a vida nos prega uma surpresa e com ela não foi diferente.
Ao fechar a janela e puxar a cortina amarela de flores coloridas percebeu que a realizações de seus sonhos não esperaram por seu sono e logo ouviu-se uma batida na porta.
Cautelosa e ansiosa perguntou quem estava ali e ouviu uma gaita tocar.
- Não... Não pode ser! - sentiu borboletas no estômago e as mãos trêmulas tocou a maçaneta e diante de si estava ele.
Ele a convidou para um passeio e ela mostrou a cadeira. Ele mostrou os seus pés.
Ele a observara há tempos e decidiu fazer uma serenata não em sua janela mas na janela de sua alma: olho no olho. Então, construiu uma bota onde as pernas dela seriam colocadas junto as pernas dele e ele a conduziria. Ela só precisaria segurar firmemente na cintura dele enquanto caminhavam na noite ao som da gaita.
Mas quem diria... As crianças ainda estavam acordadas e quando a viram correram em sua direção e quando se deu conta, todos brincavam de roda e o vento beijou a sua face e brincou com seus cabelos.
Ela sorriu.
Ela sorriu e chorou.
Ela descobriu que a cadeira já não era a sua prisão e como todos ao seu redor, ela também era livre e a deficiência que carregava consigo era só uma vírgula diante dos pontos de exclamações que surgiam em cada detalhe de cada surpresa acontecia.
A noite foi longa. E não, não foi um sonho.
Ela descobriu que haviam pessoas que olhavam além de seus mundos e que além desses mundos havia espaço pra todo mundo.
Todo mundo!
***
Texto que escrevi para o Scriber
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Só mais uma vez...
Daria tudo para ver o seu sorriso mais uma vez
Suas covinhas tímidas que cavam um sorriso no meu rosto
Daria tudo para ver o brilho dos seus olhos mais uma vez
A profundeza do seu olhar desnudava minha alma
Daria tudo para ouvir o som da sua voz mais uma vez
O aconchego de suas palavras e a mansidão da sua tonalidade
Daria tudo para caminhar ao seu lado mais uma vez
Andar sem perceber que o tempo passou tão rápido
Daria tudo para ouvir aquelas canções que nos emocionavam tanto
Só mais uma vez
Daria tudo para te abraçar mais uma vez
Como se o lugar mais seguro que houvesse estivesse em seus braços
Daria tudo para ficar sentada em silêncio ao seu lado mais uma vez
E sentir seu respirar como notas musicais
Daria tudo para ter suas mãos nas minhas mais uma vez
E ver o medo lançado fora
Daria tudo para sentir o seu perfume daquele final de tarde mais uma vez
Quando as nossas conversas foram além e descobrimos que o amor era recíproco
Daria tudo para viver ao seu lado mais uma vez
Mas você se foi e o que ficou já não se pode tocar
Só recordar
Mesmo que seja só mais uma vez
sábado, 20 de junho de 2015
Ensiná-me a voar
A gaiola foi aberta mas as minhas asas nunca souberam o que é voar...
Nunca conheceu a liberdade...
Sua vida sempre foi na gaiola.
Cantava como quase todos os pássaros que conhecia só não usava as suas asas como eles.
Então, em uma tarde fresca onde o sol já se preparava para adormecer uma mão pequena abriu a porta da gaiola e esperou para ver o pequeno pássaro voar.
- Voa passarinho. Voa!
- Não sei voar.
- Bate as asas.
- Tenho medo de cair no chão.
- Voa passarinho. Bate as asas. Voa.
A porta da gaiola continuava aberta. O pássaro amedrontado. A menina animada para ver o pássaro livre. Dias se passaram e nada aconteceu.
A canção já não era a mesma. Havia dor em suas notas musicais.
Quem pode condenar um pássaro que nunca soube o que é voar?
Quem pode condenar um pássaro por não saber usar as suas asas?
A gaiola aberta e a canção já não se ouvia mais...
- O passarinho está dormindo?
- Não, querida. Ele morreu.
- Ele não aprendeu a voar?
- Não, querida. Ele não quis.
- Ele queria, sim. Mas o impediram de viver como era para ser.
A menina chorou.
A menina cresceu.
A menina se tornou mulher e aprendeu que pra voar é preciso bater asas.
Mas... E se cair no chão?
Levanta. Bate as asas até que elas estejam prontas para ganhar as alturas. E quando estiver lá em cima poderá sentir o desejo de voltar e ficar. Sem gaiolas. Sem algemas. Sem prisões. Livre para voar. Livre para viver.
***
Texto que escrevi no Scribe
Nunca conheceu a liberdade...
Sua vida sempre foi na gaiola.
Cantava como quase todos os pássaros que conhecia só não usava as suas asas como eles.
Então, em uma tarde fresca onde o sol já se preparava para adormecer uma mão pequena abriu a porta da gaiola e esperou para ver o pequeno pássaro voar.
- Voa passarinho. Voa!
- Não sei voar.
- Bate as asas.
- Tenho medo de cair no chão.
- Voa passarinho. Bate as asas. Voa.
A porta da gaiola continuava aberta. O pássaro amedrontado. A menina animada para ver o pássaro livre. Dias se passaram e nada aconteceu.
A canção já não era a mesma. Havia dor em suas notas musicais.
Quem pode condenar um pássaro que nunca soube o que é voar?
Quem pode condenar um pássaro por não saber usar as suas asas?
A gaiola aberta e a canção já não se ouvia mais...
- O passarinho está dormindo?
- Não, querida. Ele morreu.
- Ele não aprendeu a voar?
- Não, querida. Ele não quis.
- Ele queria, sim. Mas o impediram de viver como era para ser.
A menina chorou.
A menina cresceu.
A menina se tornou mulher e aprendeu que pra voar é preciso bater asas.
Mas... E se cair no chão?
Levanta. Bate as asas até que elas estejam prontas para ganhar as alturas. E quando estiver lá em cima poderá sentir o desejo de voltar e ficar. Sem gaiolas. Sem algemas. Sem prisões. Livre para voar. Livre para viver.
***
Texto que escrevi no Scribe
sexta-feira, 12 de junho de 2015
É muito blá blá blá pra nenhuma atitude relevante
O que mais vemos na internet é um desfile de opiniões onde a "minha/sua" razão deve predominar e todos que vão contra ela recebem os mais variados "adjetivos".
Hoje, confesso que fiquei irritada. Deu até preguiça de abrir as minhas redes sociais. São tantas brigas, bate boca desnecessário, ofensas, falta de compreensão e tolerância. De repente todos se julgam saber mais que os outros e aí o circo fica montado pra quem quiser se apresentar.
Sei lá...
Cansei.
Estou tentando nadar contra a maré mas, às vezes, os braços cansam, sabe?
Colocar doses do que pode gerar vida na TL é um exercício de musculação que arrebenta com a gente.
Palavras são balas mortíferas. Atiradas ao ar... Não voltam!
Peço perdão pelo desabafo, mas é que sinto falta daquelas palavras que caminham juntas com as atitudes e que são ditas de forma tão espetacular nesse mundo virtual.
Quando você atira a pedra na cara de alguém procure ver se o seu telhado não é de vidro. Só uma dica! =)
***
Obs: Não houve nada comigo... É só um desabafo de alguém que abre as redes sociais e gostaria de encontrar conteúdos mais leves e pessoas mais gentis. =)
Hoje, confesso que fiquei irritada. Deu até preguiça de abrir as minhas redes sociais. São tantas brigas, bate boca desnecessário, ofensas, falta de compreensão e tolerância. De repente todos se julgam saber mais que os outros e aí o circo fica montado pra quem quiser se apresentar.
Sei lá...
Cansei.
Estou tentando nadar contra a maré mas, às vezes, os braços cansam, sabe?
Colocar doses do que pode gerar vida na TL é um exercício de musculação que arrebenta com a gente.
A internet é um campo de guerra e o pior disso tudo é que não há um vencedor sequer.
De alguma forma todos morrem!
Palavras são balas mortíferas. Atiradas ao ar... Não voltam!
Peço perdão pelo desabafo, mas é que sinto falta daquelas palavras que caminham juntas com as atitudes e que são ditas de forma tão espetacular nesse mundo virtual.
Quando você atira a pedra na cara de alguém procure ver se o seu telhado não é de vidro. Só uma dica! =)
***
Obs: Não houve nada comigo... É só um desabafo de alguém que abre as redes sociais e gostaria de encontrar conteúdos mais leves e pessoas mais gentis. =)
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