sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Sei lá... Entende?

Penso que, às vezes, sou repetitiva nas coisas que escrevo.
Pode ser...
Não sei ao certo.
Mas não consigo falar ou escrever sobre algo que não vivo ou sonho em realizar.

No caminho a gente recolhe muitos pedregulhos.
Mas também recolhemos conchinhas escondidas nas areias.
Colecionamos cicatrizes...
Colecionamos lembranças boas...

Os detalhes guardo comigo.
Há quem não acredite que algumas coisas são possíveis.
Versos, contos, situações verídicas são escritas.
Personagens anônimos não foram criados por puro charme.
Preservar até os que nos fazem mal é pra quem é decente.

Você não deve estar entendendo nada, não é mesmo?
Mas acredite: "Às vezes, a ignorância sobre alguns fatos fazem tão bem..."

Claro, o conhecimento é remédio...
Tomar esse remédio pode ser amargo, outros doloridos.
Quem não se lembra do Merthiolate que tanto ardia sobre a ferida?

Você pode me perguntar: "E você acha que ficar sentindo dor é bom?"
Lógico que não. Afirmo que não.

Mas há casos que a ignorância parece servir como um anestésico.
O fato de não sentir, ver... Como queira..., não nos faz sofrer tanto.

Sabe quando você abre mão de tantas coisas em prol do outro?
Sabe quando você se dedica, carrega um peso insuportável nos ombros
E percebe que não era seu?
Sabe quando você descobre que você deixou de ser útil pra seu usada?
Sabe quando você procura ajudar de todas as formas e leva uma facada nas costas?

Enquanto você não descobre (ignorante)
Você não sofre. Não há dor.
Quando você descobre (conhecimento)
Você fica perplexa, sem chão, a cabeça dá mil voltas e o coração é esmagado.

Poderia falar que nunca mais vou ajudar alguém...
Mas, se me conheço bem e conheço minhas raízes...

Engraçado!
Apesar dos pesares não sinto raiva.
Também não sinto pena.
Acho que me sinto indiferente...
Escolho não estar mais perto, não caminhar junto...

Falta de perdão?
Não. Claro que não.
Mas quero me cercar de pessoas que me fazem crescer e melhorar como 'ser humano'.
Estar rodeada de pessoas maduras e sábias que me ensinem sempre o valor de 'ser'.
O de "ter" já há muitos mestres por aí.

Penso que a vontade que temos de voltar ao casulo, de vez em quando...
É porque ser borboleta e viver nesse metamorfose ambulante, cansa.

Precisamos respirar o ar puro da honestidadeCaminhar pelas veredas do que é correto
Deixar o legado de que não fomos contaminados pela malandragem e injustiça desse mundo.

Utopia?
Devaneio?
Viagem na maionese?
Pode ser...
Mas como disse: Não sei fingir e muito menos, mentir.
Quem me conhece sabe muito bem...
Converso comigo mesma.
Brigo comigo mesma.
E na tinta registro pedaços do meu interior que pode não ter nenhum significado pra você.
Mas pode ser que alguém, ao ler tudo isso..., descubra que não está só neste mundo.

É.
Talvez.
Pode ser...


sábado, 31 de janeiro de 2015

Quem é que vem do lado de lá?


Os olhos fixos
Caminhar de malandro
Palavras cuspidas
Com som de esgoto

Gritos, berros
Não olhar, desprezar
A vontade sincera
É de botar pra quebrar

Mas quem é que vem do lado de lá?
Não sei
Nunca se sabe quem é que vem do lado de lá
Continua
Não para
É preciso andar

Deitado, sentado
Levanta e soca o ar
Esquiva, minha filha
A mente é perturbada
A luta que ele trava não é com você

Mas quem foi que passou pra aquele lado de lá?
Não sei
Nunca se sabe quem é que foi pra lá
Continua
Não para
É preciso andar

Caminhos, caminhantes
Olhares e seus medos
Pés ágeis nas pedras
Parar não pode
Segue!




sábado, 17 de janeiro de 2015

Quando acordei para a verdade, doeu.

Desde que entendo-me por gente
Sempre acreditei no ser humano

Chorava com os que choravam
Sorria com os que estavam felizes
Sentia-me tocada com as dificuldades do outro
Procurava entender e ajudar mesmo diante das minhas limitações

Muitas vezes, abria mão do que gostava
E até de quem eu era pelo o bem do outro
Nunca esperava nada em troca
Meu coração sempre guiou-me

Então, você descobre que o ser humano
Pode ser um "bicho" muito mal
Ele manipula, usa, pisa e joga fora
Ele debocha, humilha e ainda sorri

São nessas horas que você descobre
Que o coração humano é enganoso
Ele faz você acreditar que todo sorriso é sincero
Que todas as palavras são verdadeiras
Que o carisma é sinônimo de caráter

Ah! Triste engano...

Lutei para acreditar que o que via era mentira
Lutei para acreditar que a errada era eu
Lutei para acreditar que o que ouvia não era "bem aquilo"
Precisei acordar...

Quando acordei para encarar a verdade, doeu
Doeu porque pra mim era uma pessoa querida
Doeu porque pra mim era uma pessoa que depositei toda a minha confiança
Mesmo quando havia sido alertada pra tomar cuidado
Doeu porque pensava ter aprendido as lições que outrora haviam sido ensinadas
E não é que estou de recuperação nessa escola chamada "vida"?

O que traz a esperança é saber que, nada foi em vão...

Não. Não foi em vão
Lições foram acrescentadas
As feridas serão cicatrizadas
E amanhã, se Deus permitir, serei mais sábia (tomara)

Triste é ver peregrinos na mesma estrada
Acreditando fazer o que é certo
Vivendo na utopia miserável e doentia
Mas se os meus olhos foram abertos
Torcerei para que os deles também sejam

E, quando acordarem para a verdade, como eu
Sentirão dor e se sentirão um lixo
Mas perceberão que essa angústia vai passar
E o "ontem" será o alerta para o "hoje"
Para que "amanhã" as escolhas sejam mais madura e não tão ingênuas
Em todas as decisões que tiver que tomar

É preciso acordar!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Oásis


Um calor infernal...
Uma eternidade pra ir...
Uma eternidade pra ser atendida...
Um minuto de conversa...
Uma eternidade pra voltar...
Um calor infernal...
Uma ligação que traz esperança.