Suas mãos estavam trêmulas diante do desafio que fizera à si mesma.
Olhou a pequena multidão que a cercava, abriu delicadamente a folha que guardara em seu bolso e timidamente começou à dizer algumas palavras antes da leitura...
A manhã de Carmem, uma senhora simples e sem muito estudo, foi algo que a marcou profundamente. Deixou morrer o seu passado e permitiu que o seu presente renascesse como uma criança que acabara de chegar ao mundo.
À tarde, embriagada em seus pensamentos, pegou uma folha em branco e com as letras misturadas e palavras mal escritas, iniciava ali a sua primeira poesia.
Sua simplicidade era a verdadeira marca da sua alma e sua sensibilidade uma fonte inesgotável de sentimentos e gratidão...
Carmem leu a sua poesia...
Carmem leu a sua alma sem medo de pronunciar erroneamente suas palavras, sem medo de pensar sobre o que pensariam dela ou como a julgariam.
Carmem leu e a sua emoção e simplicidade me envolveram em lágrimas tímidas...
A poesia era tão simples mas a verdade que continha ali era quase palpável.
Dizem que poesia não é pra ser entendida e sim, sentida. Acho que vivi isso naquele pequeno momento da leitura, experimentei um prazer que raramente tenho a oportunidade de viver.
Ao terminar a leitura, Carmem tinha em seus olhos um brilho inigualável e se sentiu como criança ao ver a pequena multidão a aplaudindo como se tivera acabado de ganhar um troféu.
Ainda neste momento, me pego emocionada ao lembrar de Carmem. Me emociono porque a sua coragem, a sua simplicidade, a sua alma se derramaram em poesia e desaguaram na minha'lma.
Abençoadas sejam todas as pessoas que ainda em sua simplicidade conseguem carregar tamanha sensibilidade pra abençoar aqueles que ainda tem muito à aprender...
Eu sou uma dessas alunas.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Escola de sentimentos...
Suas mãos estavam trêmulas diante do desafio que fizera à si mesma.
Olhou a pequena multidão que a cercava, abriu delicadamente a folha que guardara em seu bolso e timidamente começou à dizer algumas palavras antes da leitura...
A manhã de Carmem, uma senhora simples e sem muito estudo, foi algo que a marcou profundamente. Deixou morrer o seu passado e permitiu que o seu presente renascesse como uma criança que acabara de chegar ao mundo.
À tarde, embriagada em seus pensamentos, pegou uma folha em branco e com as letras misturadas e palavras mal escritas, iniciava ali a sua primeira poesia.
Sua simplicidade era a verdadeira marca da sua alma e sua sensibilidade uma fonte inesgotável de sentimentos e gratidão...
Carmem leu a sua poesia...
Carmem leu a sua alma sem medo de pronunciar erroneamente suas palavras, sem medo de pensar sobre o que pensariam dela ou como a julgariam.
Carmem leu e a sua emoção e simplicidade me envolveram em lágrimas tímidas...
A poesia era tão simples mas a verdade que continha ali era quase palpável.
Dizem que poesia não é pra ser entendida e sim, sentida. Acho que vivi isso naquele pequeno momento da leitura, experimentei um prazer que raramente tenho a oportunidade de viver.
Ao terminar a leitura, Carmem tinha em seus olhos um brilho inigualável e se sentiu como criança ao ver a pequena multidão a aplaudindo como se tivera acabado de ganhar um troféu.
Ainda neste momento, me pego emocionada ao lembrar de Carmem. Me emociono porque a sua coragem, a sua simplicidade, a sua alma se derramaram em poesia e desaguaram na minha'lma.
Abençoadas sejam todas as pessoas que ainda em sua simplicidade conseguem carregar tamanha sensibilidade pra abençoar aqueles que ainda tem muito à aprender...
Eu sou uma dessas alunas.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Artesão dos sonhos...
Seu coração regia uma linda música enquanto Suas mãos trabalhavam incansavelmente...
O barro já não era mais barro...
Os pensamentos já não eram só um sonho...
A música ganhou vida.
A obra-prima estava ali, em Suas mãos, pronta!
Trabalhou detalhadamente em todos os cantinhos de Sua obra, não se esquecendo de absolutamente nada.
O barro agora tinha pele, carne e osso...
Os pensamentos se tornaram folêgo...
A música se chamava vida!
E a música toca sem parar. Às vezes, as pausas são necessárias pra dar mais força à canção.
Não podemos desprezá-las...
A música muda conforme os dias: melancólicas, doces baladas, alegres, pura diversão...
Música que busca o contagiar...
Contagiar os que estão sem esperança, sem alegria, sem vida...
Essa música só é música porque o Seu Regente é um Maestro hábil e criativo...
Ele é o maior Artista de toda história.
Artesão da vida...
Meu Criador!
segunda-feira, 8 de março de 2010
O QUE TODA MULHER DESEJA OUVIR...
"Metade Sagrada"
(João Alexandre)
Você me conhece de cor,
Faz parte de um mundo tão meu,
E, às vezes, parece mentira,
Me entende melhor do que eu...
Você mais ninguém, é capaz,
De abrir todo meu coração,
Pras coisas mais lindas do mundo,
A flor, a poesia, a paixão!
Em suas mãos o meu destino,
A seus pés os meus desejos,
No seu colo, meu descanso,
Nos seus olhos, meus lampejos!
Por você serão meus versos,
Minha doce companhia!
Sem você, tudo é saudade!
Minha musa, estrela guia!
Minha mulher, minha amada,
Minha metade sagrada,
Meu dom de Deus, namorada,
Tesouro que o Pai do Céu me doou!
Por ter-se a mim repartido,
Por tanto sonho vivido,
Por tanto bem transmitido,
Você é parte de tudo aquilo que sou!
Como é maravilhoso ser mulher! Feliz Dia Internacional da Mulher.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Mente despida...
Tentaram me cobrir com um véu...
Não, eu não estava despida, não estava indecente...
Nada disso!
Mas ainda assim, tentaram me cobrir com um véu.
Tentaram me algemar em seu legalismo e me vestir com a túnica da tolice...
Tentaram colocar um cabresto em minha boca e um tapa-olho em minha visão...
Tentaram, tentaram... e não conseguiram.
Já travo batalhas contra a hipocrisia que vire e mexe tenta me laçar, contra meus paradigmas que são muralhas que preciso derrubar...
Fujo!
A verdade liberta e querer estar na prisão é burrice!
Tentaram me cobrir com um véu...
Não, eu não estava despida...
Minha mente sim, estava nua, livre e presa somente a verdade!
domingo, 21 de fevereiro de 2010
A real história de um pescador...
Sentado na grande pedra seus olhos se perdiam diante do imenso mar.
O céu parecia uma tela de pintura onde as cores se mesclavam em tonalidades quentes.
O vermelho, o laranja e o amarelo se misturavam docemente e mergulhavam no azul divinamente encantador das águas quentes do mar.
A pele queimada pelo sol, os cabelos agitados desvairados pelo vento e em suas mãos uma rede de pescar.
Homem rústico, pedra bruta. Mas escondia no fundo do seu ser um amor que ele mesmo precisava descobrir.
Peter sentia uma dor no peito, sua mente viajava em meio a turbilhões de pensamentos. Sentimentos de angústia e de culpa pairavam sobre seu ser.
Deixou que uma lágrima escorregasse pela face e se misturasse com a água salgada do mar.
- Vou pescar! – murmurou, descendo da pedra a caminho do barco na margem da praia.
Alguns de seus amigos que estavam por ali ficaram observando a atitude de Peter. Era fácil perceber que ele se sentia anestesiado com os últimos acontecimentos. Seus amigos não queriam deixá-lo sozinho:
- Vamos com você!
O sol adormecia lentamente, deitando seu corpo brilhante por trás do mar e a lua surgia toda exuberante brindando o anoitecer, acompanhada das estrelas que timidamente surgiam.
Durante toda a noite, Peter ficou calado.
Entre cada lançar de rede se questionava:
- Será que tudo foi real? Ou sonhei?
Nada pescaram e voltaram cansados e frustrados.
Mas quem era aquele homem assando peixe na praia? Onde ele conseguiu pescar? – Peter se assustou e ficou desconfiado.
Um amigo sussurra em seu ouvido:
- Peter será que ele é... Será que ele é quem estou pensando? – Peter sente um misto de alegria e de medo.
- Ei, amigos! Dia lindo, não acham? Vocês têm algo pra comer? – disse o homem virando o peixe na brasa.
Todos fitaram em seus olhos e alguém baixinho respondeu que não...
- Se quiserem uma boa pescaria, subam no barco e joguem a rede do lado direito. – deu um sorriso e uma piscada!
Confusos e sem saber por que, todos entraram no barco e obedeceram ao homem prontamente.
- Hei! Ajudem-me!!! A rede vai rasgar... – os pescadores desacreditados com o que viam começaram a se unir para poder chegar até a margem...
- Tragam aqui os peixes e vamos comer juntos! – disse o homem sorridente e com um olhar penetrante.
Ninguém ousava dizer nada, sabiam quem ele. Comiam quietos até que o homem chamou Peter de lado.
- Peter, você me ama? – disse o homem olhando nos olhos de Peter.
Peter se lembrou do dia em que o homem o chamou para se tornar um pescador de homens, do dia em que ele, o homem, curou sua sogra...
- Sim, você sabe que te amo. – disse baixinho...
Passou um tempo e o homem olhava novamente dentro dos olhos de Peter e lhe perguntou novamente:
- Peter, você me ama?
Peter se lembrou dos milagres, das conversas íntimas, da noite que cortou a orelha do policial antes da prisão do homem...
- Sim, você sabe que te amo...
Depois de mais algum tempo:
- Peter, você me ama?
Peter sentiu-se mal com a pergunta pela terceira vez e se lembrou do dia em que negou o amigo no momento em que ele mais precisava. A dor da culpa e a angústia brotaram de seus olhos em forma de lágrimas...
- Ah! Você sabe todas as coisas... Você sabe que te amo! – um soluço escapou e o choro surgiu levemente...
Peter não tinha idéia de que aquele era o momento da sua cura, da libertação da sua alma, do lapidar do seu caráter.
O homem abraçou Peter com sua graça e com um amor jamais visto e demonstrado por qualquer outro ser humano...
A história de Peter mudou. Sua história também pode ser mudada através deste mesmo homem: Cristo!
(Baseado em Jo. 21)
Deus te abençoe!
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